Estratégias de autenticação no cinema e na televisão: documentário e ficção
por Eduardo Victorio Morettin
O ST está disponível também no site do 26º simpósio
Introdução: O objetivo principal deste paper é examinar as estratégias de autenticação empregadas pela ficção e pelo documentário a partir do exame de quatro obras: O Nascimento de uma Nação (1915), de David Griffith, Amistad (1997), de Steven Spielberg, Holocausto (1978), de Marvin Chomsky, e Shoah (1985), de Claude Lanzmann.
De maneira geral, tanto o documentário com a ficção recorrem a diversos procedimentos a fim de mostrar a „história como ela ocorreu‟. Tanto o filme de Griffith quanto o seriado televisivo pertencem ao chamado cinema clássico americano e, ao mesmo tempo, são filmes de representação histórica. No caso dos trabalhos de Griffith e Spielberg, as obras abordam momentos-chave dentro do processo de formação nacional dos EUA no século XIX: a escravidão, o governo de Abraham Lincoln e a Guerra de Secessão, ocorrida entre 1861 e 1865. O holocausto, não ocorrido em solo norteamericano, foi transformado em produto da indústria cultural a partir do seriado a ser consumido pelos telespectadores, fato que adquiri um contorno específico para a cultura daquele país, como veremos. Shoah, de Lanzmann, se encontra em outro campo, pois é um documentário que se afastou dos parâmetros até então estabelecidos por, dentre inúmeras questões, evitar a imagem de arquivo para representar aquilo por seu diretor considerado irrepresentável (SÁNCHEZ-BIOSCA, 2002). Está aqui justamente para entender o diálogo estabelecido por Spielberg em Amistad com este filme.
A intenção, portanto, é a de pensar princípios gerais que norteiam a confecção do discurso histórico no campo da ficção cinematográfica a partir de obras consideradas aqui modelares nesta produção e divulgação de sentidos e saberes.
O paper pode ser acessado aqui
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Introdução: O objetivo principal deste paper é examinar as estratégias de autenticação empregadas pela ficção e pelo documentário a partir do exame de quatro obras: O Nascimento de uma Nação (1915), de David Griffith, Amistad (1997), de Steven Spielberg, Holocausto (1978), de Marvin Chomsky, e Shoah (1985), de Claude Lanzmann.
De maneira geral, tanto o documentário com a ficção recorrem a diversos procedimentos a fim de mostrar a „história como ela ocorreu‟. Tanto o filme de Griffith quanto o seriado televisivo pertencem ao chamado cinema clássico americano e, ao mesmo tempo, são filmes de representação histórica. No caso dos trabalhos de Griffith e Spielberg, as obras abordam momentos-chave dentro do processo de formação nacional dos EUA no século XIX: a escravidão, o governo de Abraham Lincoln e a Guerra de Secessão, ocorrida entre 1861 e 1865. O holocausto, não ocorrido em solo norteamericano, foi transformado em produto da indústria cultural a partir do seriado a ser consumido pelos telespectadores, fato que adquiri um contorno específico para a cultura daquele país, como veremos. Shoah, de Lanzmann, se encontra em outro campo, pois é um documentário que se afastou dos parâmetros até então estabelecidos por, dentre inúmeras questões, evitar a imagem de arquivo para representar aquilo por seu diretor considerado irrepresentável (SÁNCHEZ-BIOSCA, 2002). Está aqui justamente para entender o diálogo estabelecido por Spielberg em Amistad com este filme.
A intenção, portanto, é a de pensar princípios gerais que norteiam a confecção do discurso histórico no campo da ficção cinematográfica a partir de obras consideradas aqui modelares nesta produção e divulgação de sentidos e saberes.
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